A construção da Arena Cuiabá, estádio que substituirá o Verdão na Copa de 2014, começa com os serviços de topografia nesta segunda-feira (26)
A autorização para o início das obras veio em virtude da confirmação da licença ambiental. O expediente atribuiu ao consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior, vencedor da licitação, o início da construção do novo estádio. Segundo informações das empreiteras, 70 pessoas serão contratadas durante a semana para a realização de serviços topográficos e demarcações. Assim que for finalizada essa etapa, que pode durar até um mês, começa efetivamente o trabalho de demolição. Até lá 800 pessoas deverão ser empregadas.
Cerca de 70% da mão de obra deve ser contratada no próprio estado. Os trabalhadores estão sendo recrutados pelo Sistema Nacional de Empregos (Sine), até que a empresa executora monte - após a definição de pontos estratégicos - locais para almoxarifados e recursos humanos no próprio canteiro de obras.
O governador do estado, Silval Barbosa, disse que os recursos orçamentários e financeiros estão previstos no cronograma deste ano. A parte física da Arena Cuiabá custará R$ 342 milhões. A esse valor ainda serão acrescidos os custos da compra das cadeiras, placar eletrônico, mobiliário e equipamentos para transmissão de dados.
Projetada pelos escritórios GCP Arquitetos e Grupo Stadia, a Arena Cuiabá terá capacidade para 43 mil espectadores. Contará também com um sistema de arquibancadas e coberturas desmontáveis, que permitirão reduzir a capacidade do estádio em até 30% depois do Mundial. O prazo de conclusão das obras é dezembro de 2012, a tempo de se candidatar à Copa das Confederações que acontece no ano seguinte.
Projeto do Novo Verdão é premiado em São Paulo
De autoria dos escritórios GCP e Grupo Stadia, o projeto do Novo Verdão, arena que será construída em Cuiabá para a Copa 2014, recebeu o prêmio de “Melhor Projeto de Arquitetura Corporativa” do VII Grande prêmio de Arquitetura, um dos principais da América Latina.
A premiação aconteceu no dia 8 deste mês durante a feira Office Solution, na Bienal do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O projeto do Novo Verdão ganhou destaque pela estrutura flexível de arquibancadas e coberturas que permitirão reduzir em até 30% a capacidade do estádio após o Mundial.
Além disso, a arena terá um sistema de captação e reutilização de água pluvial e aparelhos economizadores de energia.
Novo Verdão, flexível e sustentável
A cargo dos escritórios GCP Arquitetos e Grupo Stadia, a concepção da nova Arena Cuiabá para o Mundial de 2014 partiu dos três pilares da sustentabilidade: econômico, social e ambiental. A receita pode parecer batida, ainda mais quando o evento brasileiro foi batizado de “Copa Verde”, mas os titulares dos estúdios levaram a fundo os pressupostos.
Uma estrutura flexível permitirá a desmontagem de parte das arquibancadas e coberturas após o torneio, reduzindo custos de manutenção. No entorno haverá uma praça com áreas de lazer para incentivar a urbanização do bairro Cidade Alta. Uma atenção à ventilação e aos requisitos de construção sustentável orientou o projeto.
Segundo o arquiteto Sérgio Coelho, diretor da GCP, o grande desafio do projeto foi aliar sustentabilidade, funcionalidade e custo. Opção, no entanto, que gerou críticas tanto de autoridades estatais, que gostariam de uma estrutura permanente e de maior porte, quanto de arquitetos, que esperavam uma arquitetura simbólica que remetesse à cultura regional.
Parte dos resíduos da demilição do Verdão, inaugurado em 1975, será utilizada na pavimentação da praça, cuja área, somada à do estádio, chega a 300 mil m2. Para reduzir os custos de manutenção após a Copa, a arena foi concebida em quatro módulos independentes. A cobertura e a arquibancada superior dos setores norte e sul terão uma estrutura metálica desmontável. Essa tecnologia permitirá que cerca de 30% dos 43 mil assentos sejam removidos ao término do Mundial.
“Os quatro módulos do estádio são absolutamente idênticos. A única diferença é que a estrutura da parte flexível é metálica aparafusada e o resto é em concreto pré-moldado”, explica Coelho. Os anéis inferiores serão permanentes para caracterizar o formato de arena.
A Arena Cuiabá terá 80 camarotes instalados entre as arquibancadas superiores e inferiores. A ala oeste do estádio concentrará vestiários, tribuna de honra e setor de imprensa para 800 profissionais.
Segundo a arquiteta Alessandra Araújo, coordenadora e coautora do projeto, o partido arquitetônico priorizou a ventilação do estádio. Essa atenção redobrada com o conforto do torcedor se justifica pelas altas temperaturas registradas na capital do Moto Grosso, que gira em torno dos 40°C no verão.
“O estádio é completamente vazado nas laterais e na cobertura. Também tentamos criar uma convexão térmica para que a diferença de temperatura propicie a circulação do ar. O canto com paisagismo favorece isso,” diz Alessandra.
Para obter a certificação LEED de construção sustentável, a Arena Cuiabá terá dispositivos economizadores que reduzirão em até 20% o consumo energético do edifício. Também serão instalados sistemas para a captação de água pluvial e uma estação de tratamento de efluentes, que podem gerar economia de até 30%.
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As espectativas são grandes com esta obra que iniciou hoje, mais o que se pode ver em cuiaba e uma realidade muito diferente ruas istreitas falta de sinalização, estacionamento, e melhorias na saúde e na segurança publica, sera que estas obras também não seria necessario cemeçar hoje para melhorar a vida do povo cuiabano e pera que todos estejam preparados para receber o turista em 2014.
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