segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sensação térmica pode ultrapassar novamente 40ºC esta semana em MT


Após alguns dias mais frescos e até uma leve chuvinha na sexta-feira, o tempo volta a esquentar esta semana em Cuiabá.
A previsão da Divisão de Meteorologia e Climatologia do Sistema de Proteção da Amazônia é que as temperaturas variem de 23ºC a 35ºC, com sensação térmica de até 41ºC na quarta-feira. O céu, no entanto, deve permanecer parcialmente nublado, porém, sem previsão de chuva.

A sensação térmica também deve chegar a 41ºC em Barra do Bugres, Confresa, Nossa Senhora do Livramento, Santa Terezinha, Barra do Garças e Vila Rica. Em Cáceres, segundo o Climatempo, a temperatura deve variar de 20ºC a 34ºC, com sensação térmica de até 38ºC. Em Sinop, os termômetros variam de 21ºC a 35ºC; a umidade na cidade deve permanecer por volta dos 50%. A média para o estado é de 35ºC segundo o site do Climatempo.

Obras para mundial de 2014 em MT começam hoje

A construção da Arena Cuiabá, estádio que substituirá o Verdão na Copa de 2014, começa com os serviços de topografia nesta segunda-feira (26)


A autorização para o início das obras veio em virtude da confirmação da licença ambiental. O expediente atribuiu ao consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior, vencedor da licitação, o início da construção do novo estádio. Segundo informações das empreiteras, 70 pessoas serão contratadas durante a semana para a realização de serviços topográficos e demarcações. Assim que for finalizada essa etapa, que pode durar até um mês, começa efetivamente o trabalho de demolição. Até lá 800 pessoas deverão ser empregadas.


Cerca de 70% da mão de obra deve ser contratada no próprio estado. Os trabalhadores estão sendo recrutados pelo Sistema Nacional de Empregos (Sine), até que a empresa executora monte - após a definição de pontos estratégicos - locais para almoxarifados e recursos humanos no próprio canteiro de obras.


O governador do estado, Silval Barbosa, disse que os recursos orçamentários e financeiros estão previstos no cronograma deste ano. A parte física da Arena Cuiabá custará R$ 342 milhões. A esse valor ainda serão acrescidos os custos da compra das cadeiras, placar eletrônico, mobiliário e equipamentos para transmissão de dados.



Projetada pelos escritórios GCP Arquitetos e Grupo Stadia, a Arena Cuiabá terá capacidade para 43 mil espectadores. Contará também com um sistema de arquibancadas e coberturas desmontáveis, que permitirão reduzir a capacidade do estádio em até 30% depois do Mundial. O prazo de conclusão das obras é dezembro de 2012, a tempo de se candidatar à Copa das Confederações que acontece no ano seguinte.


Projeto do Novo Verdão é premiado em São Paulo


De autoria dos escritórios GCP e Grupo Stadia, o projeto do Novo Verdão, arena que será construída em Cuiabá para a Copa 2014, recebeu o prêmio de “Melhor Projeto de Arquitetura Corporativa” do VII Grande prêmio de Arquitetura, um dos principais da América Latina.



A premiação aconteceu no dia 8 deste mês durante a feira Office Solution, na Bienal do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O projeto do Novo Verdão ganhou destaque pela estrutura flexível de arquibancadas e coberturas que permitirão reduzir em até 30% a capacidade do estádio após o Mundial.




Além disso, a arena terá um sistema de captação e reutilização de água pluvial e aparelhos economizadores de energia.


Novo Verdão, flexível e sustentável


A cargo dos escritórios GCP Arquitetos e Grupo Stadia, a concepção da nova Arena Cuiabá para o Mundial de 2014 partiu dos três pilares da sustentabilidade: econômico, social e ambiental. A receita pode parecer batida, ainda mais quando o evento brasileiro foi batizado de “Copa Verde”, mas os titulares dos estúdios levaram a fundo os pressupostos.



Uma estrutura flexível permitirá a desmontagem de parte das arquibancadas e coberturas após o torneio, reduzindo custos de manutenção. No entorno haverá uma praça com áreas de lazer para incentivar a urbanização do bairro Cidade Alta. Uma atenção à ventilação e aos requisitos de construção sustentável orientou o projeto.



Segundo o arquiteto Sérgio Coelho, diretor da GCP, o grande desafio do projeto foi aliar sustentabilidade, funcionalidade e custo. Opção, no entanto, que gerou críticas tanto de autoridades estatais, que gostariam de uma estrutura permanente e de maior porte, quanto de arquitetos, que esperavam uma arquitetura simbólica que remetesse à cultura regional.



Parte dos resíduos da demilição do Verdão, inaugurado em 1975, será utilizada na pavimentação da praça, cuja área, somada à do estádio, chega a 300 mil m2. Para reduzir os custos de manutenção após a Copa, a arena foi concebida em quatro módulos independentes. A cobertura e a arquibancada superior dos setores norte e sul terão uma estrutura metálica desmontável. Essa tecnologia permitirá que cerca de 30% dos 43 mil assentos sejam removidos ao término do Mundial.


“Os quatro módulos do estádio são absolutamente idênticos. A única diferença é que a estrutura da parte flexível é metálica aparafusada e o resto é em concreto pré-moldado”, explica Coelho. Os anéis inferiores serão permanentes para caracterizar o formato de arena.

A Arena Cuiabá terá 80 camarotes instalados entre as arquibancadas superiores e inferiores. A ala oeste do estádio concentrará vestiários, tribuna de honra e setor de imprensa para 800 profissionais.


Segundo a arquiteta Alessandra Araújo, coordenadora e coautora do projeto, o partido arquitetônico priorizou a ventilação do estádio. Essa atenção redobrada com o conforto do torcedor se justifica pelas altas temperaturas registradas na capital do Moto Grosso, que gira em torno dos 40°C no verão.

“O estádio é completamente vazado nas laterais e na cobertura. Também tentamos criar uma convexão térmica para que a diferença de temperatura propicie a circulação do ar. O canto com paisagismo favorece isso,” diz Alessandra.

Para obter a certificação LEED de construção sustentável, a Arena Cuiabá terá dispositivos economizadores que reduzirão em até 20% o consumo energético do edifício. Também serão instalados sistemas para a captação de água pluvial e uma estação de tratamento de efluentes, que podem gerar economia de até 30%.

Disputa entre Pará e Mato Grosso pode mudar mapa do Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o prazo de 120 dias para que o Serviço Geográfico do Exército realize perícia topográfica em área de 2,2 milhões de hectares em litígio entre os Estados de Mato Grosso e Pará. O governo do MT reivindica a área pertencente ao território paraense, cuja extensão equivale à de Sergipe. Caso seja atendido, o pedido mato-grossense pode mudar o mapa do País. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O governo do Mato Grosso argumenta que o erro foi provocado por uma confusão em relação aos pontos de referência, cometida pelo Clube de Engenharia do Rio de Janeiro - atual Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A disputa causa problemas aos moradores dos sete municípios afetados. A validade de títulos de terra já concedidos pelos dois Estados é questionada, e alguns moradores não sabem a quem cobrar por serviços ou pagar tributos. Em 2004, o STF decidiu proibir programas de regularização fundiária no local em disputa, como medida preventiva.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Crônica dos estudantes


Estamos em ano de eleição, onde vamos eleger os nossos governantes, deputados e nosso povo precisa pensar no que vamos deixar de herança política para nossos filhos,onde cada vez mais estão desacreditados , numa escola nos recantos do Brasil, numa tarde quente e chuvosa, a professora resolve fazer uma enquete com os alunos, para saber seus desejos vocacionais. Ela entra na sala e, com um boa tarde alegre, diz aos alunos que não irão ter aulas, mas sim que vão fazer uma brincadeira para descobrir os seus sonhos profissionais. Todos empolgados, pois ficaram livres do “peso” do estudo, gritam de alegria. Ela vira para Lulazinho e tasca a pergunta da tarde: “O que você quer ser quando crescer?” O aluno logo responde: “Ahhhh, professora! eu quero ser Presidente do Brasil!” Mas por quê? Ele completa: “Ahhh, professora! a escola é chata sabe e eu não preciso estudar, ai vou lá e faço as coisas, falo que não sei de nada e ainda, professora, o povo vai me adorar, vou ser muito popular. Povo não pensa muito não professora, é só dar umas coisinhas que eles ficam felizes!”- finalizou Lulazinho. A professora logo vira para o segundo e lança a mesma pergunta e assim Ginuinozinho responde: “Ahh, professora! eu quero ser é Deputado Federal!” Por que Pedrinho? Ahh, professora! tem o salário que é grande sabe e ainda, professora, tem um tal de mensalão que a gente pode fazer o que quiser com ele e, olha professora, a gente ganha passagem aérea pode viajar pra todo o mundo e dar pra quem a gente quiser. É muito bom ser deputado. Ahh, professora, já ia me esquecendo: lá nesse lugar que fica o deputado ele pode fazer de tudo, mas tudo mesmo professora, que nada acontece de ruim pra ele não, é massa professora!” Já direcionando para outro aluno, Dircezinho responde: “Ahh, professora! eu quero é ir para o Big Brother. É só ter uns conhecidos lá na televisão que a gente entra e, lá professora, eu posso ser homofóbico, posso ser o que quiser, fico famoso, o mesmo povo que Genuinozinho disse que votará nele vai me aprovar professora e ainda posso ganhar muito dinheiro no final, professora, nem precisa estudar mesmo. A escola é muito chata.” A esta altura, estarrecida, a professora com as respostas que ouviu até então, continua para ver até onde se encontra o referencial dos alunos de sua sala e vira para uma garotinha lá no final da sala, com cara de emburrada e nada social – Dilmazinha - e dá seqüência à pergunta: “Ahh, professora! (com voz dura e ríspida) eu quero é ser guerrilheira, pois tudo está errado, não gosto dessa coisa de democracia não, eu gosto é do comunismo professora, lá eu mando e todo mundo cala a boca e ainda, professora, eu posso no final ser Presidenta, mas não gosto muito de democracia não, é só para eu poder chegar lá sabe!” A professora boquiaberta, decide mesmo assim, não interromper a seqüência, mas resolve fazer a última pergunta para o Zequinha, um menino sorridente, comunicador, popular entre os alunos e ele responde: “ahh, professora! eu quero é ser prefeito!” Qual razão? ela pergunta. “Ahhh, é só pintar uns meio fios, que nem fui eu quem fiz mesmo, falar bastante, nem precisa ter coerência professora e, ainda professora, eu posso virar governador, povo gosta mesmo é de quem fala bem professora é só isso, não precisa mais nada e ainda, professora, eu gosto de criança, é só beijar umas nas campanhas, mesmo que estejam sujas e com lombrigas, que o povo vai me adorar e votar em mim, é só professora, muito fácil!” Mas Carlinhos, inteligente e estudioso, irritado com a professora, por não querer continuar a “pesquisa” grita: “Eu quero é ser juiz professora!” Sem esperar ela perguntar a razão, já complementa: por que eu estudo, passo, trabalho só um pouco, roubo e ainda me aposentam antes do tempo e fico feliz professora! Tudo isso seria legal e engraçado se não fosse uma realidade política de nosso pais , por isso e hora de pensarmos e escolhermos melhor cada um dos nossos candidatos nas próximas eleições.

SINDJOR-MT DIVULGA NOTA PÚBLICA PARA MARCAR O DIA DO JORNALISTA – 07 DE ABRIL

Vamos nos indignar!
Já que não temos muito o que comemorar neste 07 de abril – Dia do Jornalista - vamos nos indignar!
Vamos nos indignar porque num país onde a maior carência é a educação, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é preciso estudar para ser jornalista.
Vamos nos indignar porque em Mato Grosso os jornalistas estão prestes a completar 15 anos sem piso salarial. Em 1995, foi estabelecido o piso de R$ 1.050,00. Na época essa quantia valia 10,5 salários mínimos. Hoje a referência continua a mesma, porém, significa pouco mais de dois.
Vamos nos indignar porque publicamos as mais diversas lutas e protestos por melhorias nas condições de trabalho, menos as nossas reivindicações. Essas nunca aparecem nos jornais, claro!
Vamos nos indignar porque enfrentamos uma batalha diária nas ruas para garantir a informação de qualidade e quando abrimos os jornais no dia seguinte, muitas vezes, nos deparamos com nosso esforço desperdiçado diante da censura. E quando a sociedade fala em cobrar qualidade dos meios de comunicação, aí o patronato levanta a voz, dizendo que isso é que é censura. Mentira! Todos nós sabemos que censura é não falar sobre alguns políticos corruptos, de algumas empresas que compram espaço publicitário e por aí vai.
Vamos nos indignar porque a informação não é tratada como direito humano. E sim como um produto para gerar lucro.
Vamos nos indignar porque estamos assistindo, bastante calados, à redução de uma das mais importantes profissões. Nós, jornalistas, não somos e não podemos ser tratados como massa de manobra. Mas muitas vezes temos sido.