Estamos em ano de eleição, onde vamos eleger os nossos governantes, deputados e nosso povo precisa pensar no que vamos deixar de herança política para nossos filhos,onde cada vez mais estão desacreditados , numa escola nos recantos do Brasil, numa tarde quente e chuvosa, a professora resolve fazer uma enquete com os alunos, para saber seus desejos vocacionais. Ela entra na sala e, com um boa tarde alegre, diz aos alunos que não irão ter aulas, mas sim que vão fazer uma brincadeira para descobrir os seus sonhos profissionais. Todos empolgados, pois ficaram livres do “peso” do estudo, gritam de alegria. Ela vira para Lulazinho e tasca a pergunta da tarde: “O que você quer ser quando crescer?” O aluno logo responde: “Ahhhh, professora! eu quero ser Presidente do Brasil!” Mas por quê? Ele completa: “Ahhh, professora! a escola é chata sabe e eu não preciso estudar, ai vou lá e faço as coisas, falo que não sei de nada e ainda, professora, o povo vai me adorar, vou ser muito popular. Povo não pensa muito não professora, é só dar umas coisinhas que eles ficam felizes!”- finalizou Lulazinho. A professora logo vira para o segundo e lança a mesma pergunta e assim Ginuinozinho responde: “Ahh, professora! eu quero ser é Deputado Federal!” Por que Pedrinho? Ahh, professora! tem o salário que é grande sabe e ainda, professora, tem um tal de mensalão que a gente pode fazer o que quiser com ele e, olha professora, a gente ganha passagem aérea pode viajar pra todo o mundo e dar pra quem a gente quiser. É muito bom ser deputado. Ahh, professora, já ia me esquecendo: lá nesse lugar que fica o deputado ele pode fazer de tudo, mas tudo mesmo professora, que nada acontece de ruim pra ele não, é massa professora!” Já direcionando para outro aluno, Dircezinho responde: “Ahh, professora! eu quero é ir para o Big Brother. É só ter uns conhecidos lá na televisão que a gente entra e, lá professora, eu posso ser homofóbico, posso ser o que quiser, fico famoso, o mesmo povo que Genuinozinho disse que votará nele vai me aprovar professora e ainda posso ganhar muito dinheiro no final, professora, nem precisa estudar mesmo. A escola é muito chata.” A esta altura, estarrecida, a professora com as respostas que ouviu até então, continua para ver até onde se encontra o referencial dos alunos de sua sala e vira para uma garotinha lá no final da sala, com cara de emburrada e nada social – Dilmazinha - e dá seqüência à pergunta: “Ahh, professora! (com voz dura e ríspida) eu quero é ser guerrilheira, pois tudo está errado, não gosto dessa coisa de democracia não, eu gosto é do comunismo professora, lá eu mando e todo mundo cala a boca e ainda, professora, eu posso no final ser Presidenta, mas não gosto muito de democracia não, é só para eu poder chegar lá sabe!” A professora boquiaberta, decide mesmo assim, não interromper a seqüência, mas resolve fazer a última pergunta para o Zequinha, um menino sorridente, comunicador, popular entre os alunos e ele responde: “ahh, professora! eu quero é ser prefeito!” Qual razão? ela pergunta. “Ahhh, é só pintar uns meio fios, que nem fui eu quem fiz mesmo, falar bastante, nem precisa ter coerência professora e, ainda professora, eu posso virar governador, povo gosta mesmo é de quem fala bem professora é só isso, não precisa mais nada e ainda, professora, eu gosto de criança, é só beijar umas nas campanhas, mesmo que estejam sujas e com lombrigas, que o povo vai me adorar e votar em mim, é só professora, muito fácil!” Mas Carlinhos, inteligente e estudioso, irritado com a professora, por não querer continuar a “pesquisa” grita: “Eu quero é ser juiz professora!” Sem esperar ela perguntar a razão, já complementa: por que eu estudo, passo, trabalho só um pouco, roubo e ainda me aposentam antes do tempo e fico feliz professora! Tudo isso seria legal e engraçado se não fosse uma realidade política de nosso pais , por isso e hora de pensarmos e escolhermos melhor cada um dos nossos candidatos nas próximas eleições.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Crônica dos estudantes
Estamos em ano de eleição, onde vamos eleger os nossos governantes, deputados e nosso povo precisa pensar no que vamos deixar de herança política para nossos filhos,onde cada vez mais estão desacreditados , numa escola nos recantos do Brasil, numa tarde quente e chuvosa, a professora resolve fazer uma enquete com os alunos, para saber seus desejos vocacionais. Ela entra na sala e, com um boa tarde alegre, diz aos alunos que não irão ter aulas, mas sim que vão fazer uma brincadeira para descobrir os seus sonhos profissionais. Todos empolgados, pois ficaram livres do “peso” do estudo, gritam de alegria. Ela vira para Lulazinho e tasca a pergunta da tarde: “O que você quer ser quando crescer?” O aluno logo responde: “Ahhhh, professora! eu quero ser Presidente do Brasil!” Mas por quê? Ele completa: “Ahhh, professora! a escola é chata sabe e eu não preciso estudar, ai vou lá e faço as coisas, falo que não sei de nada e ainda, professora, o povo vai me adorar, vou ser muito popular. Povo não pensa muito não professora, é só dar umas coisinhas que eles ficam felizes!”- finalizou Lulazinho. A professora logo vira para o segundo e lança a mesma pergunta e assim Ginuinozinho responde: “Ahh, professora! eu quero ser é Deputado Federal!” Por que Pedrinho? Ahh, professora! tem o salário que é grande sabe e ainda, professora, tem um tal de mensalão que a gente pode fazer o que quiser com ele e, olha professora, a gente ganha passagem aérea pode viajar pra todo o mundo e dar pra quem a gente quiser. É muito bom ser deputado. Ahh, professora, já ia me esquecendo: lá nesse lugar que fica o deputado ele pode fazer de tudo, mas tudo mesmo professora, que nada acontece de ruim pra ele não, é massa professora!” Já direcionando para outro aluno, Dircezinho responde: “Ahh, professora! eu quero é ir para o Big Brother. É só ter uns conhecidos lá na televisão que a gente entra e, lá professora, eu posso ser homofóbico, posso ser o que quiser, fico famoso, o mesmo povo que Genuinozinho disse que votará nele vai me aprovar professora e ainda posso ganhar muito dinheiro no final, professora, nem precisa estudar mesmo. A escola é muito chata.” A esta altura, estarrecida, a professora com as respostas que ouviu até então, continua para ver até onde se encontra o referencial dos alunos de sua sala e vira para uma garotinha lá no final da sala, com cara de emburrada e nada social – Dilmazinha - e dá seqüência à pergunta: “Ahh, professora! (com voz dura e ríspida) eu quero é ser guerrilheira, pois tudo está errado, não gosto dessa coisa de democracia não, eu gosto é do comunismo professora, lá eu mando e todo mundo cala a boca e ainda, professora, eu posso no final ser Presidenta, mas não gosto muito de democracia não, é só para eu poder chegar lá sabe!” A professora boquiaberta, decide mesmo assim, não interromper a seqüência, mas resolve fazer a última pergunta para o Zequinha, um menino sorridente, comunicador, popular entre os alunos e ele responde: “ahh, professora! eu quero é ser prefeito!” Qual razão? ela pergunta. “Ahhh, é só pintar uns meio fios, que nem fui eu quem fiz mesmo, falar bastante, nem precisa ter coerência professora e, ainda professora, eu posso virar governador, povo gosta mesmo é de quem fala bem professora é só isso, não precisa mais nada e ainda, professora, eu gosto de criança, é só beijar umas nas campanhas, mesmo que estejam sujas e com lombrigas, que o povo vai me adorar e votar em mim, é só professora, muito fácil!” Mas Carlinhos, inteligente e estudioso, irritado com a professora, por não querer continuar a “pesquisa” grita: “Eu quero é ser juiz professora!” Sem esperar ela perguntar a razão, já complementa: por que eu estudo, passo, trabalho só um pouco, roubo e ainda me aposentam antes do tempo e fico feliz professora! Tudo isso seria legal e engraçado se não fosse uma realidade política de nosso pais , por isso e hora de pensarmos e escolhermos melhor cada um dos nossos candidatos nas próximas eleições.
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